terça-feira, 10 de novembro de 2009

Marriage

Esses dias, percebi o quanto gostaria de me casar/namorar/whatever com um matemático (existe "matemática" pra designar o feminino?), um físico ("física"?) ou um químico ("química"? Que coisa sexista o nome dessas ciências) inteligente. Além de conhecimento, conhecimento nessas áreas exatas me excitam também. Você também não fica com vontade de abraçar, encher de beijos e jogar na sua cama todos aqueles cientistas melancólicos com genialidade precoce dos seus livros? E depois ouvir deles que você é o amor da vida deles(as).
Eu me derreto.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

As minhas duas linhas de pensamento

Esses dias, eu estava notando minha imperceptível lentidão na hora de pensar. Comecei a cogitar o porquê disso e passei a prestar mais atenção ao meu processo de raciocínio de criação de pensamento. Notei que quando algo vem a mim, eu, instantaneamente, capto a idéia e formulo a minha percepção – essa é a primeira linha de pensamento. Mas, depois, eu falo pra mim mesmo o que acabei de pensar.

Por exemplo: Eu vejo o céu e, instantaneamente, percebo que ele é azul. Mas, durante um segundo e poucos eu repito pra mim mesmo “o céu é azul”. Ou quando preciso saber, por exemplo, quanto é um 1+1 numa operação matemática: eu sei que 1+1=2, mas eu preciso repetir isso pra mim mesmo.

Essa segunda linha pode parecer inútil, mas é como um mecanismo de confirmação, que me dá certeza do meu pensamento, da minha lógica e das minhas conclusões. Não quero abranger isso, nem aplicar isso no geral, apenas quero compartilhar essa experiência com vocês e atentar para a importância de se perceber esses detalhes do nosso cérebro. É mais uma forma de conhecer o jeito que funciona o nosso corpo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Teorema de Áporo

O Teorema de Áporo é um postulado matemático que se propõe a revelar um número que será importante para todos os cálculos e operações utilizados no mundo matemático, sem exceções. O Teorema de Áporo se baseia no estudo das matrizes para propor a revelação deste importante número aqui chamado de número flutuante. O número flutuante é um número não-real, mas se manifesta através de um número real.

O número flutuante possui um grau de flutuância que é percebido da seguinte maneira: o grau de flutuância aumenta do maior subconjunto real para o menor subconjunto (dos irracionais aos naturais, sendo esses últimos os de maior grau de flutuância). Sendo os números racionais os mais flutuantes, os mais próximos do zero são ainda mais flutuantes. Porém, o zero não flutua, pois é inatingível.

Então, o cálculo funciona desse jeito: organiza-se uma tabela 3x2 e se escolhe, precisamente e emotivamente, seis números muito importantes no exato dia em que for tomada a consciência deste texto. Preenche-se da forma mais bela possível. O segundo passo é subtrair do maior número o menor. Soma-se esse resultado ao número à esquerda do maior número. Se o maior número estiver na primeira coluna, soma-se ao número à sua direita. Multiplica-se o resultado pelo número acima do número à esquerda do maior número e, depois, divide-se o resultado por dois. Aí está o número flutuante, recente descoberta e importante ferramenta para as aplicações matemáticas.

Obs.:Que fique claro que todos os matemáticos ou pessoas que descobrirem seus números flutuantes, só poderão usá-lo pelo resto da vida e apenas ele. A utilização de outro número irá conduzir a resultados errados.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Água e penugem

No banho, quando não se tem o que fazer, saca-se a gilete e brinca-se com os cabelos.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Gotículas de tarde

Uma tarde semi-empenhada no estudo da Termoquímica. Uma tarde imersa no cinza. Uma tarde acompanhada por música, por vozes de fêmea.

Um fim de tarde de chuva. Um fim de tarde: trovões catastróficos de se provocar medo, de balançar vidros de portas e janelas.

Uma tarde de chá. Uma tarde de biscoito integral. Uma tarde de suor. Uma tarde de sangramento e leve sofrimento. Balde de água.

Um fim de tarde de goteira. Um fim de tarde: lâmpada luciférica.

Uma tarde com lápis caneta papel. Sem muitas esperanças.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O que diriam os psicólogos de mim (e minhas teorias)?

Esses dias, eu fui durmir e eis que me vem uma idéia à cabeça. Era uma coisa sem fundamento e que não era para, necessariamente, ter sentido.
Eu formulei a teoria de que o ser humano só tem um lado do corpo. Só tem uma perna, um braço, uma orelha, um pulmão, uma mão, meia boca, meio nariz, meio coração, meio intestino, meia genitália e só um pouquinho de amor. Isso baseado no fato de que o único órgão par do corpo é o olho. Já que um possui uma parte correspondente do corpo (o olho esquerdo possui a parte esquerda do corpo, o olho direito possui a parte direita do corpo), o outro forja no nosso cérebro a existência da outra banda do ser humano, quando, na verdade, ela é apenas psicológica.

Agora só falta saber se o lado que existe fisicamente é o esquerdo ou o direito.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Volcano

"And I heard of that japanese girl
Who jumped into the Volcano.
Was she trying to make it back,
Back into the whomb of the world?"

Trecho da música Volcano, do Beck, presente no álbum Modern Guilt lançado em 2008.

Perdi a conta de quantas vezes eu já chorei ouvindo Volcano. Ela é profunda e marca um certo pessimismo do Beck em relação ao seu futuro, sua vida: quanto tempo ainda falta? É uma crise dos quarenta anos, mas só ele consegue passar toda essa emotividade e ser inteligente realmente nas letras.

Eu acho linda essa música.